29 April 2006















O primeiro passo é talvez o mais dificil de dar
Pois é nele que encontramos o equilibrio para avançar
E embora existam obstáculos no caminho
Que nos ferem, que nos punem
Sabemos que o passo seguinte será diferente
Dar-nos-á o tempo necessario para sarar as feridas
Até que novas se formem


Esse passo já o dei muitas vezes em vão e agora vejo que foi por pura ilusão
Não sou capaz de fazê-lo novamente
mesmo que seja o unico acto que tenha em mente
Deixo tudo nas mão do incógnito
Serei feliz e render-me-ei se assim estiver destinado
Deixo de criar ilusões que me são tão caracteristicas
Pois ao faze-lo so crio mais expectações
que mais tarde se transformam em desilusões

Afinal não sofro e não tenho medo, os passos são meus e as feridas são como cicatrizes de guerra, cada uma é especial, cada uma tem uma história a ser contada...

Medo


O medo faz-me perder tudo aquilo que mas desejo
O medo de perder, de dizer, de sofrer , de ser feliz...
Porque a felicidade tem sempre um fim
Um fim que me assusta tanto...

Esse medo impede-me de ser feliz,
De dizer o que sinto e lutar pelo que amo

O medo da mudança,
Que trasformará a rotina à qual estou tao habituada

Tenho medo de sofrer mais uma vez,
De fazer sofrer quem mais gosto por actos intencionais

E é nesse medo que eu encontro o conforto que me recuso a receber
Conheço alguma forma de o combater?

Por vezes sinto que sim, mas depois...
Um gesto ou uma palavra chegaria para me livrar destas garras?

Não sei a resposta...apenas encontro o medo
Em mim e em todos aquiles que me cercam

Há quem me diga gosto de ti
Mas como pode alguem gostar de varias pessoas ao mesmo tempo?

Chega assim o medo da perda, da traição, da desilusao, e do fim...

Por outro lado há outro desejo, o de dizer gosto de ti...
Mas depois chega o medo de destruir tudo o que levou tanto a construir

Há o medo de ser usada e o de não ser amada...

Mas como posso sê-lo se não tenho coragem de o fazer?

25 April 2006

sonho...


Tive um sonho...
Um sonho no qual era pena
E tu o poeta
Um sonho onde eu voava na mais pura das acções
E tu me capturavas
deste encontro eu não me senti prisioneira
deste-me um tesouro em troca da captura
O tesouro de fazer parte da tua obra
pena branca voava ao sabor do vento
embora não tivesse uma razao de ser
Algo que me tornasse diferente
Tu inconscientemente transformaste-me num EU
Ao desenhares os contornos do teu imaginário
Com a minha ajuda e daquele líquido precioso
Ao qual damos o nome de tinta

Acordei... e quis voltar a voar
Quis voltar a ser capturada para fazer parte do teu mundo
E desta vez...
A tinta tomava outro nome...
O mistério

23 April 2006

Batalha destroçada

A tarde estava serena
Não havia olhares curiosos a cercar-nos
Podiamos falar á vontade
já que era esse o objectivo


Brincámos aos descobridores
Fomos o príncipe e a princesa na época medieval
Fomos crianças a reviver o passado

E quando o silencio contemplativo invadia a brincadeira
Ficavamos a fantasiar as palavras a serem proferidas
Mas o receio levavam-nos a quebrar a meditaçao
Palavras sem nexo traziam-nos à realidade

Senti que poderiamos ficar ali eternamente
Não havia espaço para equivocos
Espaço para mais alguem
Mas...
A brisa do fim de tarde fez-me voltar ao efectivo
Apercebeste-te da mudança e o meu silêncio disse tudo
A alegria caracteristica desta tarde correu para longe
Restando o passado que nos unira

Percebemos que o passado não podia ser esquecido
Existindo um confronto entre o querer permanecer e o modificar
Em lados opostos da corda iamos cedendo aos poucos
Mas um de nos tinha de ganhar...

Não quizemos acabar a disputa e continuamos o caminho
Chegara a hora de cada um regressar
E na hora de a batalha terminar

Subitamente encontraste uma forma de contornar a situação
E deixares alguma recordação
E quem passou por nos..sorriu enamorado

Debaixo da primavera florescida
Acabamos por nos render ao momento
Tudo a que tentara resistir
Desmoronara-se num ápice

Revoltada comigo mesma voltei ao consciente
Deixando o passado para trás
E construindo um novo presente

tentaste novamente controlar a situação
mas desta vez quem ganhou a batalha fui eu
Embora tenhas ficado com o meu coraçao

Há sempre vencedores e derrotados
desta batalha saímos os dois penalizados
mas com a compensação de a nossa amizade a tudo persistir


15 April 2006


Vieram as ferias da páscoa e com elas muitas coisas a fazer.
não da para parar um segundo no mesmo sitio. São almoços , jantares, saídas, praia, acampamentos, ginásio, visitas, passeios, btt, compras, amendoas, chocolates, coelhos e muito mais para fazer.
E chegamos á conclusão que "o tempo passa a correr".
Esta expressão deixa-me a pensar.... Como é que o tempo pode correr?
Andamos sempre tão atarefados de um lado para o outro que não lhe damos a devida atenção e quando nos apercebemos, por vezes, já é tarde demais.
Perdemos a oportunidade de dizer ás pessoas que realmente gostamos coisas simples e que podem ter tanto significado com um "fazes-me falta", "gosto de ti" ou um "fica comigo"
Deixamos passar o tempo e não o dedicamos ás coisas que realmente deveriamos ...
então de um dia para o outro o tempo leva-nos e aí é tarde demais para fazer parar o tempo.

Um dia um amigo disse-me : " Valoriza cada momento e torna-o especial quando o dividires com alguem porque juntos podem construir a felcidade"

Não lhe dei a devida atenção naquele momento, esbocei um sorriso como agradecimento sem interpretar o que dissera.
Agora sei que as suas palavras ter-me-iam ajudado em muitas coisas.
Numa situação em que é impossivel voltar atrás tenho apenas a agradecer todos os bons momentos que passei, embora saiba que este agradecimento jamais será ouvido...

Resta-me apenas a seguir em frente porque...O ontem é história, o amanhã mistério e o hoje uma dádiva....pelo que lhe chamamos PRESENTE

06 April 2006

outra surpresa...


Chega a hora de jantar...e com ela ..todos para a mesa...o meu pai ao ver-me com um sorriso nos lábios pergunta-me se gostei da história..não necessita de resposta...e entrega-me outra folha...espero que gostes...diz entao...

..."Sopra uma brisa ténue e leve. O vestdo cola-se-me ao corpo. Toque suave e doce. Carícia ténue que se sente, sem se pedir. Fico leve e corro, como criança, a sentir o acolchoado verde debaixo dos pés. As ervas húmidas e frescas. Exalam um aroma que see expande a cada passada corrida, onde se desfocam linhas e manchas. Um atordoado de cor e cheiro turva-me de alegria os olhos húmidos...e gosto de desfocar o momento próprio da vida. São o tempo, a natureza e eu , a passarmos. São a vida manifesta e sentida.
Sem cerimónia, aceito o convite intimista da árvore. A magia do duende, baixo-me...encosto a cara às pétalas das flores que do chão brotam e aqueles caules e folhas desordenados são como massagem revigorante. O odor espalhado pelo calcar dos pés na minha corrida intensifica-se. Impregna-me todo até lhe sentir o sabor. respiro fundo várias vezes, de forma involuntária e inconsciente, no desejo de preservar uma boa reserva de toda essa vitalidade tão genuinamente oferecida...
Depois...depois quero permanecer na história!...Seja "Alice", ou apenas aquela que quer imaginá-la, contá-la...e agradeço o que há em mim de crédulo nas árvores e duendes..nas histórias vividas e por viver...
Impregnados da magia das árvores, dos duendes, das primaveras,das histórias, sabem-se nestes momentos, coisas que não precisamos determinar e definir. Coisas profundamente íntimas e belas...( como os sentimentos)
Endireito as costas. Gesto impulsivo e correctivo. gesto de energia reconhecida! É como se uma seiva bruta, captada pelo contacto dos meus pés nus na erva e na terra, ascenda e se aposse de mim num ascto de osmose.
Elabora-se essa seiva. Alimenta-se. Sempre.
Em contraste com a frescura de toda essa aquosidade interior, brotam-me algumas ondas mornas dos olhos. Salgadas, espraiam-se suaves do rosto..e regressam á terra, devolvendo a dádiva, agradecendo sem vergonha. Transbordar espontâneo, lvre, singelo, natural.
Não resisti ao "Era uma vez..." à Primavera, à história, à árvore, ao doende, ao "sempre" que cada um deles eterniza em si.
Ávida, agarro secretas promessas, secretas mensagens a desvendar no tempo...tempo das histórias!...e acredito...e, para que as histórias não se apaguem, querem vir comigo?..."

05 April 2006

Era uma vez uma história....


Hoje chega o meu pai a casa com um envelope na mão e um sorriso no rosto.
Dá-me um beijo terno e entrega-me aquele mistério. É uma história diz-me então. Achei que ias gostar!...e deixa-me sozinha no meu quarto...

" Está um céu azul, malhado de nuvens. A temperatura retoma o afago ameno. O sol já se faz sentir com algum fugor...e as árvores que vejo da minha janela vestem-se de acordo com o seu próprio tempo. Umas, ainda nuas, contrastam com a explosão contundente das imensas flores que parecem brotar todos os dias noutras ramagens. Suavizam-se algumas, progressivamente vestidas de um verde novo...
Queria falar-vos hoje, de uma árvore especial que todos os dias contemplo. É a árvore da minha história. No segredo do "era uma vez..." dei comigo há dias a olhá-la, gulosa, querendo absorver a força de toda a sua explosão. Estava pejada de flores brancas, efervescentes, luminosas, apelativas. Agora assume um aspecto mais repousado. Vejo-a espraiar-se gradualmente, como se espreguiçasse sem pudor e repousasse em seguida, relaxada, para se alongar cada dia mais um pouco, numa tentativa de abraço cada vez mas abrangente.
Sob ela, o chão, impregnado de ervas pujantes, espelha gradualmente uma sombra ainda ténue que cada dia se vai tornando mais nítida, apelativa, apaziguadora. Quase isolada, num dos muitos quintais de cidade a aguardar o destino, dá guarida a um duende esquivo e simpático, meu amigo e amigo também de quem ainda gosta de árvores e de histórias e de segredos, guardados na contemplação e na alma.
Mansa, nesse vestir-se de verde, faz-me apelos em susurro. Visto então o meu vestido de algodão sem mangas, largo e solto. O que guardo todos os anos para esta ocasião. E entro em histórias por contar. Invento uma "Alice" sem coelho que escuta duendes e mais aqueles a quem os duendes falam de vez em quando."

....

assim...



Sofro noite e dia, dia e noite
Pensando no mesmo a todo o minuto, a todo o segundo, sem ter outro assunto.
Tornando-me numa pessoa amarga, tentando justificar o que aconteceu e revendo todos os momentos.
Cruzando-me na rua com outros Eu's e outros Tu's.
Até que certo dia vou acordar e notar qe estou a pensar em algo diferente e compreendendo que o pior ja passou ...

Luta extravagante


Sonho que sou feliz a lutar por algo que me pertence
Mas se me pertencesse realmente para que ia lutar
tornava-se algo ínsipido, uma conquista extravagante
mas ao imaginar que existe competição nessa perseguição
tudo toma um brilho epidémico, fazendo-me sentir mais viva , mais atraida
Essa conquista tornar-se-ia uma vitoria, não só no sentido de filar a minha felicidade mas também pelo prazer do alcançar...

mas repentinamente sinto algo que me abraça, que me cativa ao medo de ser derrotada
sinto a minha confiança a desfalecer, sinto a derrota nesta luta de subjugar
Rendo-me ao hostil e sucumbo-me á lugubre existencia
Ao facto de ter cessado de te procurar...
Talvez não por medo nem desinteresse, mas por medo de qualquer mudança que viesse sacudir o mundo a que estou habituada.
Não vale a pena responder a qualquer pergunta, todas elas ja estão impl+icitas na minha própria incompetência

02 April 2006

Imagina....




Imagina que tudo não passa de um sonho
um dia acordas e apercebes-te que tudo aquilo que te cerca e uma ilusão
à qual tu estás tão ligado que não te consegues libertar
imagina que sabes que vives numa mentira
que tudo aquilo que te dizem não passa de um meio para te persuadir
um modo fantasioso criado pela tua mente de modo a poderes ser feliz
imagina quereres acordar, quereres sair a correr e gritar a todo o mundo que podem parar de fingir porque tu ja te apercebes-te da realidade.
Imagina quereres fazer tudo isso e sentires-te amarrada, olhares para o mundo com os olhos rasos de água e perguntares: Porque estou aqui?!?!

Murmurio


Um murmurio discreto, um segredo desvendado, uma brisa que o leva para onde este e procurado...
todos o sentem e poucos tem coragem de o proferir... este segredo ..não e bem um segredo... e mais um sentimento...dificil de exprimir...facil de sentir... e o qual pode ser demonstrado de diferentes formas....




a brisa o levou... e ate ti chegou... AMo-TE

Isto e para todas aquelas pexoas que sao tao importantes na minha vida

O que é o amor?

"O amor é a força mais abstrata, e também a mais potente, que há no mundo."






para esta pergunta não encontro nenhuma resposta...por mais que queira nunca conseguo chegar a uma definiçao..estará sempre incompleta...porque só e possivel encontrar o amor ligado a alguem, so o consigo encontrar junto a ti!!!

Sentimentos:

Afinal o que são sentimentos?
No dicionário encontamos como definição: efeito de sentir
Mas afinal em que consiste sentir? Porque temos de sofrer, de pressentir, de ser senciveis a algo?

Afinal o que é

o amor?

a amizade?

a alegria?

a tristeza?

a inveja?

a compaixão?


para todos estes sentimentos vou dedicar um post com uma imagem, uma frase, um poema.... e espero que me ajudem a responder a estas questões? Porque para cada um de nós existe uma definição de acordo com aquilo que mais nos marcou...de acordo com aquilo que somos!

parchanas


Para começar bem as ferias da Páscoa nada como 3 dias a fazer desportos radicais com os nossos amigos. Foi num turbilhao de sentimentos que tudo se passou.
Conhecemos monitores incriveis, daquelas pessoas que parece que conhecemos á anos e anos, com as quais conseguimos falar e rir como com os nossos melhores amigos e não vou mencionar nomes para não descriminar ninguem porque estao mesmo todos em pé de igualdade.
Agora falando de mim.. so tenho a dizer que joguei o stor para dentro de agua...que comi algas do sado por causa do sr. monitor nelson que me quis afogar... que fiquei queimadinha na cara por causa do sol( até ja parece verão), que ia morrendo no percurso de btt ( mas eu e a pimenta somos radicais e temos de descer tudo- nem que nos matemos mas descemos- e temos as provas no corpo- se quiserem comprovar-elas vão ficar por uns mesinhos). Também não da para esquecer os jogos nocturnos onde andei a a fazer mortais no meio de hortigas e a fazer de mulher policia... quem sabe se não tenho futuro?!
Sem esquecer o comboio..sim imaginem 4 gajas a fazer slide ao mesmo tempo, a aterragem...é de mais- até deixamos monitores com olhos roxos!

Foram 3 dias de muitas paixoes, de muitos pares nas tendas, de muitas bebedeiras, de muitos arranhões e nodoas negras mas o mais importante de muita diversao.
A despedida custou mas esta prometido que voltamos no verão.
Beijos para todo o pessoal.